sexta-feira, 2 de julho de 2010

Do tempo, mais um pouco. Do nada, quero tudo.

Sambo sem sair do lugar, meu amor se fez questão. É poesia concreta.

Às vezes o entendo de uma forma, vezes de outra. E por horas a fio danço sem música nos ouvidos.

Sento-me e tomo café, meu cigarro apagou e nenhum mutante compartilhou minha nostalgia. Sinto meus pés sambarem nesta Terra do Sol. Aqui são tribos de pederastas e alcoólatras.

Estudo meu caminho de volta para casa. Minha geografia muda quando penso nas inúmeras possibilidades deste samba da bênção.

Deste domingo estranho e nossa cama vazia.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prefiro mudar de assunto.

Começando.

Paranaguá, terra estranha.

Beatas, putas, rockeiros, pagodeiros, sertanejo universitário para canto lírico. Onde estou mesmo?

Preconceito, auto-ajuda, beijo despercebido, vulnerábilidade. Estranhamento, espanhol para iniciantes, corrida para uma vida saudável. E a cidade se mostra cada vez mais estranha.

Sem cultura, sem apoio, sem verba, sem humanização, nada de pólos artísticos.

Apenas bares despreparados.

Mudando de assunto: Amor comunista soa tão bonito.

domingo, 21 de março de 2010

Hablar con el mundo.

Paso encantada. Viva la liberdad.

El bien más precioso, garantindo mi existencia. No necesito hombres, no necesito la casa derecha, necesito de mar, con sol. Es una relación muy intensa. El mundo en lo suma dedicación con nosotros.

A veces es que nos permite acceder a todo un mundo nuevo de percepciones, independientemente de nuestra idad y situación emocional.

La vida es imperfecta, pero que poderce hacerle felices.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Parapeito nos pés.

Nem sei o quanto velho estou, diariamente tento calcular o valor desastroso da vida. Minhas atitudes foram preguiçosas, ambíguas e desprodutivas, fui parar num barco no meio do oceano, e não manifestei interesse nem em escrever na porta do meu banheiro. Nada.

Não eram esses meus planos, baby. A veadagem invalidou-me cedo. Buscou-me no meio do Sarajevo, levou-me para enfermaria, esquentou um chá de camomila e disse: "Acalme-se, Fio". Cá estou, para invalidar-te. Morra.

Acreditei, bêbado ingênuo, alvo fácil. Eu tinha apenas 57 anos quando precisei morrer, a liberdade ainda reinava nas minhas palavras, emoções e atitudes. Ainda sinto aquele velho louco tomar-me, ainda sinto suas ideias, ainda leio seus pensamentos, e sei, que se o garoto não ressuscitar, virará pó. Sujeira dos desajustados, e nada mais trará seu corpo jovem de volta.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ta, fumei um banza.

Ta, fumei um banza.

Fiquei muito sensível, pude perceber que isso não é pra mim. De fato. Quase virei um Chico Xavier versão feminina em lugar inapropriado. Não sei se tenho tendências esquizofrenicas, de fato, não é normal. Foi como tomar um doce, um chá. Absurdo.

Permaneceu a noite toda, a crise barata, o fumo bom, razão, foi-se. Andei sem rumo, quanto mais me afastava mais louca ficava, tive que retroceder meus passos.

"What hell?"

Após o terror das sombras, tomou-me a simpatia insuportável, eu até queria ficar calada, mas não conseguia, fui em rodas de violões que não eram "das minhas", sentei, mas não rolou. O desejo da invisibilidade permaneceu.

Um rapaz me cedeu um banquinho que me fez ficar mais alta que as pessoas que estavam sentadas no chão. Me incomodei, queria ficar só.

Sai de lá andando estranho, torta mesmo, tropecei numa estaca que estava perdida no caminho. Me joguei na porta da minha barraca, escutando o som do violão e a voz das pessoas cantando. Fiquei lá, fechei meus olhos e pirei.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Perdida no canto do Paraná.

Fumo meu cigarro, é cedo, manhã. Faz sol lá fora, e aqui, o ócio.

Abro meu coração pra quem quiser, sei que nele cabe, apenas cabe.
Meu filho agora dorme, procuro o cinzeiro que usei ontem.

Ao menos o cinzeiro eu consigo encontrar por aqui.

Sinceramente, não sei. Não sei o que faço aqui, não sei o que farei amanhã, não sei. Estou anestesiada pelo novo, amortecida por todas as quedas, ruas estranhas, novas gírias, tudo muito repentino. A vida não me anula, mas eu não sei o que farei com ela.

Recebo meus trocados, e ainda tenho muitas dívidas. Quero muito de mim, mas ainda não sei.

A inocência me atrapalha.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Don't Let Me Down

Não me tire o coração. Não faça minhas malas por obrigação. Não me deixe ir. Não sei o que me espera.

Posso sorrir agora?