foge ou fica.
Peguei a faca e rasguei meu peito, deixei cair todas as gotas de sangue que foram necessárias pra contagem se arredondar nessa matemática absurda. Me perdi no meio dos números, no meio dos diversos mundos que saíram de dentro de mim, de cada minuto, em cada gota. Abre a janela d'alma. Algo que não agrada aos olhos, aperta o coração, as angústias e o medo do mundo agora tomou forma. Cabeça, tronco e membros, eu.
Alguém assopra minha nuca tentando me abençoar com um suspiro quente, ou me amaldiçoar com um hálito morto e gelado.
Agora não são mais gotas de sangue que descem de meu peito, são gotas geladas de um suor sem vida, um frio na espinha assombra a lógica do meu raciocínio.
O medo do mundo é maior, esse mundo que não conheço, abstrato. O cheiro de incenso me defumava.
Sentia vontade de vomitar, mas relutei. Minha fraqueza foi minha fé.
Queria parar, sentia que estava sendo amaldiçoada por deuses, depois fui abraçada por pessoas que não sabiam sequer meu nome. Tudo parecia vazio e fundo.
Ouvia um homem que não parava de espirrar e aquilo me incomodava, como se fosse vítima de seus espirros.. "estou assim, porque aquele homem está espirrando!"
Ganhava abraços, como se meus olhos pedissem por carinho. Era o medo.
Esticando o sentimento, me sentindo sugada ao perceber a vida sozinha, sem abraços, sem espirros e sem vomitos.
ainda hoje, sinto vontade de rasgar o peito novamente, abraçar o desconhecido, pra voltar a vida com brilho nos olhos, de novo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quanto vale o real?
Precisaria de uma dose, talvez duas, de qualquer alucinógeno, bebida, terapia, pra entender o que se passa.
que passa?!
Tudo tão calmo, que parece comum. Nada disso parece verdade, a musica entra e algo muito confuso sai, sem clareza, inquieta meus sentimentos e faz tudo perder a razão. (se é que ainda existe razão em ser)
ser o quê?!
com o bagaço na boca do estômago, vomitando tudo que como, escutando vozes ao dormir, cegando as fotos e fatos que fizeram meu passado, sentada sobre meus pés cruzados, tentando, fingindo meditar, pra esquecer que meu mundo é esse. Onde não consigo calcular o valor da moeda, não consigo calcular o valor da luta, não consigo entender onde isso vai dar, e o porque não consegui tirar isso do meu coração.
que passa?!
Tudo tão calmo, que parece comum. Nada disso parece verdade, a musica entra e algo muito confuso sai, sem clareza, inquieta meus sentimentos e faz tudo perder a razão. (se é que ainda existe razão em ser)
ser o quê?!
com o bagaço na boca do estômago, vomitando tudo que como, escutando vozes ao dormir, cegando as fotos e fatos que fizeram meu passado, sentada sobre meus pés cruzados, tentando, fingindo meditar, pra esquecer que meu mundo é esse. Onde não consigo calcular o valor da moeda, não consigo calcular o valor da luta, não consigo entender onde isso vai dar, e o porque não consegui tirar isso do meu coração.
domingo, 26 de abril de 2009
êta vida danada
O hoje não é um único dia, são vários, numa rajada de 24 horas. O dia passa rápido e me parece que cada minuto será decisivo. Todas as fraquezas e fortalezas que há em mim se reúnem.
Sem pressão, rs, preciso caminhar, tomar caldo-de-cana, é preciso.
continuo lenta, na leveza de qualquer dia, aquele dia que se perde no outro, esquecendo o antes, voltando pro hoje, e seguindo.
amando cada passado, respeitando cada presente e valorizando o futuro.
Toca, pode tocar fundo, estou de coração e alma abertas. O hoje precisa de 24 horas, de sol, de chuva, genialidades (ou não), idéias. (sem ou com acento)
êta vida danada.
o que seria de todos os sentimentos, se não fosse o medo.
Sem pressão, rs, preciso caminhar, tomar caldo-de-cana, é preciso.
continuo lenta, na leveza de qualquer dia, aquele dia que se perde no outro, esquecendo o antes, voltando pro hoje, e seguindo.
amando cada passado, respeitando cada presente e valorizando o futuro.
Toca, pode tocar fundo, estou de coração e alma abertas. O hoje precisa de 24 horas, de sol, de chuva, genialidades (ou não), idéias. (sem ou com acento)
êta vida danada.
o que seria de todos os sentimentos, se não fosse o medo.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
É assim
Todas as forças se juntam, todas as emoções e idiotices afloram, todos os conflitos aparecem, todas as incertezas renascem, pela nova paixão. Pelo novo distante. É primavera, é outono, é inverno é o inverso do verão, vai longe daqui, vem pra perto de mim.
Não faz sentido, sentindo, sentado, parado, olhando, pensando nas próximas baboseiras a dizer. Faça figas, faça silêncio, faça resenha, faça arte, só não faça tão longe daqui. Isso de tropeçar e cair aqui, ali, acontece. Estamos por um fio enquanto a vida for intensa. Aonde encontros acontecerem, desencontros serão fatais.
Não faz sentido, sentindo, sentado, parado, olhando, pensando nas próximas baboseiras a dizer. Faça figas, faça silêncio, faça resenha, faça arte, só não faça tão longe daqui. Isso de tropeçar e cair aqui, ali, acontece. Estamos por um fio enquanto a vida for intensa. Aonde encontros acontecerem, desencontros serão fatais.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Para postar deveria ter músicas tbm..
Estava ouvindo Belquior toda saltitante e apaixonada pela vida, penso no apelo do meu colega Marquinhos vulgo Lazarento's Mór, e cá estou eu, escutando os tilintintins dos teclados. (nenhuma música, nenhum Belquior)
Inspiração zero, metrô me esperando às 18h30, sentido estação Saúde. Grande saúde! isso não me falta. Todos os dias tomo duas doses.
Saúde pra acordar, saúde pra dormir. Mas não desejo saúde pra ninguém.
Inspiração zero, metrô me esperando às 18h30, sentido estação Saúde. Grande saúde! isso não me falta. Todos os dias tomo duas doses.
Saúde pra acordar, saúde pra dormir. Mas não desejo saúde pra ninguém.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Parô ai, está tudo errado!
Acordei de um sono cego, um cansaço de se saber correto. Uma lesera mental.
Fiquei ali, com cara de asno que perdeu a família. Tudo muito claro e sórdido, haviam me jogado na arena com bichas, machões, putas, lésbicas e todo tipo de pseudo alguma coisa.
Olhei para aquelas pessoas que babavam e corriam peladas de um lado a outro, buscando alguma coisa que não encontravam. Não se encontravam diante da própria imagem.
Acontece que eu estava ali, no meio deles. Logo, comecei a correr também, tirei minhas roupas e fui pro abraço, como quem esquece filho no fogo, dinheiro na panela e boa conduta na casa da vizinha.
Abandonei a calcinha na estrada.
O tempo me pegou pelo colarinho, me jogou na parede e socou a minha cara, chutou-me a boca do estômago e mostrou algumas mentiras que vivi, zombou da minha bunda, após me fazer acreditar que estava pronta pra fazer a propaganda da Capricho. Pode foder com tudo (me faz desacreditar da vida pra eu entender), logo depois de acabar comigo e comer parte do meu cérebro. O tempo se foi.
Me fazendo entender que somente a minha bunda, somente a minha calcinha e meus amigos bichas, putas, machões e minhas amigas lésbicas (que são muitas) poderei recuperar.
Tapinhas na bunda NÃO VOU LEVAR!
Fiquei ali, com cara de asno que perdeu a família. Tudo muito claro e sórdido, haviam me jogado na arena com bichas, machões, putas, lésbicas e todo tipo de pseudo alguma coisa.
Olhei para aquelas pessoas que babavam e corriam peladas de um lado a outro, buscando alguma coisa que não encontravam. Não se encontravam diante da própria imagem.
Acontece que eu estava ali, no meio deles. Logo, comecei a correr também, tirei minhas roupas e fui pro abraço, como quem esquece filho no fogo, dinheiro na panela e boa conduta na casa da vizinha.
Abandonei a calcinha na estrada.
O tempo me pegou pelo colarinho, me jogou na parede e socou a minha cara, chutou-me a boca do estômago e mostrou algumas mentiras que vivi, zombou da minha bunda, após me fazer acreditar que estava pronta pra fazer a propaganda da Capricho. Pode foder com tudo (me faz desacreditar da vida pra eu entender), logo depois de acabar comigo e comer parte do meu cérebro. O tempo se foi.
Me fazendo entender que somente a minha bunda, somente a minha calcinha e meus amigos bichas, putas, machões e minhas amigas lésbicas (que são muitas) poderei recuperar.
Tapinhas na bunda NÃO VOU LEVAR!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Descabelados enquanto durar..
Discrição, respeito e cumplicidade. Clichê necessário, sintonia particular.
Diferente do que pensei, não quero ser passagem em branco. Não resisto a aparecer em público e descarrilar o trem. Não me sinto necessariamente atingindo corações estranhos, amantes despreparados ou qualquer outra coisa que se apaga, que se omite.
Os dias foram passando, tudo foi acontecendo e quando vi. Estavamos novamente envolvidos em questões particulares, mundo particular, um estranho acerto de contas de outra vida e diga-se de passagem hilário, como se atirassemos para todos os lados. Como quem acerta outras vidas, outros corações, outras crenças. E isso acontece a todo momento.
Pedes minha volta, mas a confusão que aflige o coração de outras mentes, me faz ver o mal comum. O que não quero ver. E a confusão FIGURATIVA disso tudo. Apenas abstracções.
Vou contigo até o fim.
Impossible not to say love..
Diferente do que pensei, não quero ser passagem em branco. Não resisto a aparecer em público e descarrilar o trem. Não me sinto necessariamente atingindo corações estranhos, amantes despreparados ou qualquer outra coisa que se apaga, que se omite.
Os dias foram passando, tudo foi acontecendo e quando vi. Estavamos novamente envolvidos em questões particulares, mundo particular, um estranho acerto de contas de outra vida e diga-se de passagem hilário, como se atirassemos para todos os lados. Como quem acerta outras vidas, outros corações, outras crenças. E isso acontece a todo momento.
Pedes minha volta, mas a confusão que aflige o coração de outras mentes, me faz ver o mal comum. O que não quero ver. E a confusão FIGURATIVA disso tudo. Apenas abstracções.
Vou contigo até o fim.
Impossible not to say love..
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